sexta-feira, 19 de abril de 2019

BENEFÍCIOS PARA AS CRIANÇAS DO ESTUDO DA MÚSICA

CONTRIBUINDO COM ESSE TEMA, SEGUE O LINK DE UMA INTERESSANTE POSTAGEM, QUE DESTACA O QUANTO A MÚSICA PODE MELHORAR A ATENÇÃO DAS CRIANÇAS, MELHORANDO FUNÇÕES CEREBRAIS LIGADAS A HABILIDADES COMO MEMÓRIA, ORGANIZAÇÃO E CONTROLE DAS EMOÇÕES...

(clicar no link abaixo) 




terça-feira, 26 de junho de 2018

DESENVOLVIMENTO MENTAL

PENSAMENTO – ESTRUTURAS E SÍMBOLOS – PROCESSOS COGNITIVOS
(Segundo Jean Piaget)


DESENVOLVIMENTO INFANTIL – OPERAÇÕES MENTAIS


·        Crianças em diferentes idades constroem o mundo de formas fundamentalmente diferentes das dos adultos;
·        Na infância, as operações mentais e “estados cognitivos” característicos são qualitativamente diferentes;
·        Todo conhecimento deriva das ações humanas sobre o mundo;
·        Piaget investigou os sinais primordiais da inteligência humana durante as primeiras semanas e meses de vida;
·        Os primeiros atos motores e discriminações sensoriais do bebê, constituem as manifestações mais precoces do intelecto;

OPERAÇÕES MENTAIS – MOLAS MESTRAS DO PENSAMENTO

·        ­Segundo Piaget, os objetivos do desenvolvimento incluem a habilidade:
            1- para raciocinar de modo abstrato;
            2- para pensar sobre situações hipotéticas de modo lógico;
            3- para organizar regras – operações em estruturas de nível superior mais complexo.

·        Piaget define como processos fundamentais na atividade intelectual, a assimilação e acomodação, que quando equilibrados, constituem a adaptação ® organização ® estrutura intelectual ® “ato inteligente”
·        Equilibração: compensação para o que é externo ao indivíduo, é uma atividade dinâmica móvel que envolve os mecanismos de:
·        Assimilação: incorporação de dados da experiência externa;
·        Acomodação: Modificação dos elementos dos esquemas pré-existentes para incorporar novos elementos assimilados.

OS QUATRO ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO

·        ­1º Estágio (os primeiros dois anos de vida): INTELIGÊNCIA SENSÓRIO-MOTORA: a criança “conhece” o mundo exclusivamente através de suas próprias percepções e ações sobre ele. No começo da vida, até os dez e doze meses, o conhecimento do bebê é restrito às ações físicas que ele pode desempenhar sobre um objeto.
Ø  O bebê pode sugar o objeto, mordê-lo, agarrá-lo, amassá-lo de várias formas. Contudo, carece de qualquer entendimento dissociado de suas ações, e, uma vez que o objeto esteja fora de seu campo de visão, é incapaz de pensar sobre ele.
Ø  Percepção da permanência do objeto: aproximadamente aos 18 meses (um ano e meio),a criança percebe que o objeto existe mesmo quando não está olhando para ele. Ela buscará persistentemente o objeto quando ele desaparecer e será capaz de imaginar para onde ele foi, quando jogado em uma determinada direção.
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·        2º Estágio (anos pré-escolares, de 2 à 7 ou 8 anos): PENSAMENTO INTUITIVO OU SIMBÓLICO – ESTÁGIO PRÉ-OPERACIONAL: a criança é capaz de usar linguagem, imagens mentais e outros tipos de símbolos para referir-se ao mundo que ela anteriormente conhecia apenas agindo diretamente sobre ele.
Ø  Mas mesmo assim, o conhecimento através de símbolos é ainda estático: a criança não pode manipular as “imagens” que carrega em sua mente. A criança torna-se capaz de usar vários tipos de símbolos com referência ao objeto manipulado.
Ø  Ao aprender a palavra bola, ela usa mais ou menos apropriadamente para referir-se a objetos redondos. Pode até arremessar uma bola de faz-de-conta, pode sonhar através de imagens mentais e imitar os movimentos de uma bola.
Ø  De um ano e meio ou 2 até os 4 ou 4 anos e meio, dentro do Estágio Pré-operacional, podemos dizer que a criança está na fase pré-conceptual, que se caracteriza por uma “assimilação egocêntrica”, que simboliza a realidade apresentada por meio de imagens particulares (centração);
Ø  Mais adiante, dos 4 ou 5 anos até uns 7 ou 8 anos, é a segunda fase do Estágio Pré-operacional, nela a assimilação e a acomodação tendem a se equilibrar. O pensamento continua sendo elaborado predominantemente com imagens e intuições, continua preso aos objetos concretos e suas qualidades perceptíveis.
Ø  Estágio intuitivo e pré-operacional: o objeto para a criança se restringe à imagem estática e a sua própria perspectiva, ela não reconhece que uma bola pode mudar sua forma e ainda manter sua massa, não reconhece que um conjunto de cinco bolas organizadas em círculo é equivalente ao mesmo número de bolas em linha reta.
·        ­3º Estágio (anos escolares, a partir dos 7 ou 8 anos até a adolescência, 11 ou 12 anos): PENSAMENTO OPERACIONAL CONCRETO: a criança é capaz de manipular as imagens mentais e outras formas de conhecimento simbólico. É o início do raciocínio com palavras e a condução de experiências simples.
Ø  A criança pode apreciar um conjunto de objetos não apenas de sua perspectiva presente, mas através do uso de “ações internas” ou “operações mentais”, do ponto de vista de uma outra pessoa, situada em outro lugar.
Ø  Em sua mente, a criança pode nesse estágio, andar para trás e para frente, entre duas perspectivas sobre a mesma cena, utilizando a operação central de reversibilidade e assim pode conservar números e também classificar e seriar. Pode dar uma definição simples da palavra bola e reconhecer que um objeto pode ser ao mesmo tempo uma bola, um brinquedo e uma coisa redonda.
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·        4º Estágio (começa no início da adolescência, 11 ou 12 anos): OPERAÇÕES FORMAIS: a criança torna-se capaz de desempenhar ações mentais sobre símbolos e entidades físicas. Pode escrever equações, pronunciar proposições e desempenhar manipulações lógicas sobre seqüências e símbolos, combinando, contrastando e negando estes.
Ø  A criança torna-se capaz de postular e resolver problemas científicos que requerem a manipulação de variáveis relevantes. Produz abstrações mentais com relação ao objeto, além de antecipar o que acontecerá com o objeto sob diversas condições, ela pode discutir em termos de leis científicas, fazer previsões, testar hipóteses.
Ø  O jovem, no pensamento operacional formal, pode resolver problemas de raciocínio como: a bola A é maior que a bola B, a bola B é menor que a bola C, qual bola é a maior de todas? Ele tem capacidade para escrever um ensaio sobre esferas e apreciar princípios newtonianos sobre o comportamento dos objetos esféricos.

“Uma vez que assimilemos a teoria de Piaget, deveríamos então, ser capazes de abordar as crianças de um modo muito mais apropriado”

BIBLIOGRAFIA 

­MUSSEN, Paul H; CONGER, John Janeway; KAGAN, Jerome. Desenvolvimento e Personalidade da Criança. Trad. Maria Silvia Mourão Netto. São Paulo: Editora Harper & Row, 1977.p.30.

­PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. Trad. Álvaro Cbral. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

­GARDNER, Howard. Arte, mente e cérebro: uma abordagem cognitiva da criatividade. Trad. Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

­LANNOY, Dorin. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo: Ed. Do Brasil, 1982.

A COMPOSIÇÃO COMO PRÁTICA REGULAR EM CURSOS DE MÚSICA *


CONTEXTUALIZANDO

1.     Como a música – a composição musical, é entendida e tratada nos currículos das universidades e conservatórios?

·    Concepção de música que prevalece – origem histórica conhecida, relacionando-se com a musicologia na Europa (Alemanha), do século XIX;
·    Esse meio acadêmico + estética do Romantismo + divulgação literária e artística dos países europeus = tradição clássica ð “herança musical universal” ð experiência musical x ensino formal;
·    É importante considerar os outros tipos de música na educação formal?


2.     Como vemos a composição musical?

·  Na cultura dos cursos de música ð a atenção sobre o produto acabado;
·  Paradigma: privilegiar um repertório de “grandes obras”, assinadas por “grandes mestres”;
·  O estudo dos processos de criar música ð condicionado as disciplinas de um curso de composição, ou as disciplinas introdutórias ou de interesse geral – contraponto, harmonia e análise – exclusão da criação;
·  Pode a prática da composição permear os estudos musicais, conectando esses estudos?


ALGUMAS POSSIBILIDADES PARA A PRÁTICA SISTEMÁTICA DE COMPOSIÇÃO, APLICADA ÀS VÁRIAS DISCIPLINAS DO CURRÍCULO E COM REFERÊNCIA EM DIVERSOS TIPOS DE MÚSICA

·  Compor regularmente – sejam frases, seções ou músicas completas, fazendo uso dos conteúdos que estão sendo pesquisados;

·  Conectar diferentes áreas de estudo pelas composições de estudantes: possibilita verificar os resultados do aprendizado em mais de uma situação musical;

·  Constante relação entre educação musical e contexto cultural geral  em que ela acontece – gera a participação criativa do estudante como um elemento motriz de sua formação – ‘músicas’ de contornos flexíveis e locais;

·  Desmistificar o estudo de música e a prática da composição – uma perspectiva equiparada, não hierárquica, das músicas – este enfoque envolve pesquisa, crítica e intercâmbio, tanto para estudantes, como para professores.



* SILVA, José Alberto Salgado e. A composição como prática regular em cursos de música. DEBATES, nº 4. Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Música do Centro de Letras e Artes da Unirio. P.95-108.

ARTE – CULTURA – PEDAGOGIA DE PROJETOS

Partindo de sua experiência na Escola Balão Vermelho de Belo Horizonte e nos projetos de Educação Indígena, na formação de Professores Índios, Verônica trouxe sua contribuição como Pedagoga, enfatizado entre os procedimentos e recursos didáticos, os Projetos Pedagógicos, enquanto estratégia de planejamento e efetivação de um trabalho compartilhado, construído em conjunto no dia a dia da sala de aula e tendo como referência, Fernando Hernández. Da sua experiência com os índios, seu trabalho de Mestrado, pesquisando a cultura indígena, a arte como expressão pura, natural, revestida de uma intencionalidade espontânea, como fator intrínseco no homem, a arte pela arte, observada na Tribo dos Xacriabás. Expressão esta que Verônica reencontra, no trabalho marcante de Artur Bispo do Rosário, que ela se inspira para um projeto de sala de aula com as crianças da Escola Balão Vermelho e que nos relata como exemplo de um Projeto construído coletivamente.

A Tribo dos Xacriabás fica no Norte de Minas Gerais, na região próxima a Montes Claros e do Estado da Bahia, são índios que já estão miscigenados com os negros, são pobres e moram em casas de pau-a-pique. No seu trabalho, Verônica pesquisa os jogos de versos e a pintura das casas, que é uma manifestação artística peculiar e atípica. As casa são caiadas e depois pintadas, decoradas com flores, figuras do cotidiano, motivos diversos. As mulheres é que fazem essas pinturas e usam o toá, uma pedra de argila; pintam tanto por fora, quanto por dentro das casas e todos os anos as pinturas são renovadas, pois quando vem as chuvas a pintura externa sai. Eles pintam tudo novamente, inclusive por dentro. Da mesma forma que se utilizam de jogos de verso para casamentos, morte, etc., pintar as casas também é um ritual onde cada um tem seu papel, os homens preparam a casa, as paredes, fazem a caiação, as mulheres pintam, decoram. É neste ponto, que nos encantamos com esse trabalho, pois estamos diante de uma manifestação de cultura popular muito rica em expressividade. É poder analisar a arte no seu sentido mais puro e natural, não pela questão comercial ou mero suporte utilitário, mas pela necessidade de criar, do fazer artístico, da arte enquanto linguagem de expressão.
Na questão da Pedagogia dos Projetos, discutimos sobre a exposição com base nas idéias de Fernando Hernandez e na experiência de Verônica em sala de aula, com crianças e na formação de Professores. Partimos então do princípio que Projeto Pedagógico é algo programável, construído junto com a turma.

Contextualizando:

Modelo escolar excludente ð fragmentação

-   Tempo ð grade, séries, bimestre
-   Espaço ð sala de aula
-   Trabalho ð divisão de trabalho, individualismo
-   Aprendizagem ð lógica, compartimentada
-   Sujeitos: Aluno ð folha em branco; Professor ð executor de tarefa

Modelo escola não excludente

-   Tempo ð cíclico ð organizado conforme o grupo
-   Espaço ð todos os espaços são de aprendizagem
-   Trabalho ð construído em conjunto
-   Aprendizagem ð é real, tem sitgnificado, sem limites
-   Sujeitos: Professor e Aluno são ativos, participam de todo o processo, inclusive da avaliação

O que não é Projeto:
-    Processo descritivo de um tema;
-    Apresentação do que sabe o professor;
-    Processo expositivo sem problema e sem fio condutor;
-    Apresentação linear de um tema baseada em uma seqüência estável e única de passos;
-    Pensar que os alunos vão aprender o que queremos ensinar-lhes;
-    Converter em matéria de estudo o que os alunos querem aprender.

Caracterização de um Projeto de Trabalho:
-         Parte de um tema ou problema definido com a turma;
-         Inicia com processo de investigação;
-         Critérios de ordenação e interpretação das fontes;
-         Novas dúvidas;
-         Relações com outros problemas;
-         Organiza-se o processo de elaboração do conhecimento que foi conseguido;
-         Recapitula-se e avalia o que foi aprendido;
-         Se conecta com um novo tema/problema.

O que  poderia ser um Projeto:
-         Desencadeado por um tema-problema;
-         Predomínio da cooperação – o professor também é um aprendiz e não um “exper”;
-         Busca estabelecer conexões, questionando as versões únicas da realidade;
-         Cada processo é singular e trabalha com diferentes tipos de informação;
-         O docente ensina a escutar – do que os outros dizem também podemos aprender;
-         O que queremos ensinar  aos alunos, há diferentes formas de aprendê-lo (e não sabemos se aprenderão isso ou outras coisas);
-         Um tratamento atualizado do problema das disciplinas e dos saberes;
-         Uma forma de aprendizagem onde consideramos que todos os alunos podem aprender se encontrarem seu espaço;

         Por isso não se duvida de que a aprendizagem, vinculada ao fazer, à atividade manual e à intenção, também é uma forma de aprendizagem.

FONTE: Prof ª Verônica/UFJF/FACED/CEARTI/2002 

terça-feira, 28 de abril de 2015

A COMPROVADA AJUDA DA EDUCAÇÃO MUSICAL NO APRENDIZADO DA LEITURA E ESCRITA

Cada vez mais os pesquisadores tem ressaltado os benefícios da música para o desenvolvimento das crianças. Este artigo com texto de Isadora Bertoli e disponibilizado no site "Educar para Crescer", destaca uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia, afirmando que o aprendizado da música, de instrumentos musicais, podem ajudar crianças com dificuldades na leitura e escrita. 

É bom lembrar que essa ajuda não se limita a utilizar a música como recurso na sala de aula, mas comprova a relação entre os nossos processos mentais para a leitura e escrita com os processos mentais para o aprendizado da música, ressaltando os benefícios da relação entre estes.

Confiram no link abaixo:

terça-feira, 14 de abril de 2015

LIÇÕES ILUSTRADAS SOBRE A HISTÓRIA DA MÚSICA

"Passando rapidamente pela música antiga, a clássica, o jazz, o blues, o rock, o metal e até mesmo a eletrônica, este vídeo, de maneira interessante e criativa, aliando sons e desenho/animação, aborda a evolução da música ao longo do tempo".

Desenhado e editado por Pablo Morales de Los Rios (texto original em espanhol)




domingo, 15 de março de 2015

OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA NO NOSSO CÉREBRO

É gratificante quando a ciência comprova aquilo que vivenciamos, que sentimos e que percebemos em nós e nas pessoas a nossa volta. Mesmo sem a tecnologia de hoje, nos nossos primórdios, na antiguidade, no passado das grandes civilizações, a música sempre ocupou lugar de destaque, com o merecido reconhecimento de sua influência em nossas vidas. Vamos encontrar esta significância inclusive nas lendas da mitologia grega ou em mitologias africanas e indígenas. Lembrando, por exemplo, o que nos conta a lenda da "Lira de Orfeu", em que Orfeu, após ganhar de seu pai Apolo uma lira, torna-se hábil no manejo do instrumento, produzindo através dele as mais belas melodias. Conta a lenda que ele conseguia com sua música, encantar os homens, acalmar as feras e até aplacar a fúria do mar e dos ventos. Vale também lembrar a importância nas antigas guerras, do batalhão que estimulava as tropas com os taróis e cornetas, do qual podemos dizer que herdamos a tradição das bandas e orquestras militares, mantendo a relevância do músico na carreira militar. Em todos os momentos de nossa história vamos encontrar alguma referência a música entre nós, até mesmo em registros mais remotos deixados por nossos antepassados.

E hoje a neurociência traz pra nós a contribuição da constatação científica da ação da música no nosso cérebro. As pesquisas envolvem tanto o ato de ouvir, quanto o ato de executar música. O que ocorre no nosso cérebro, segundo os cientistas, nas vivências musicais não tem comparação nem com outras atividades artísticas ou em atividades esportivas. As pesquisas tem demonstrado que a música é responsável por acionar o maior número de conexões ao mesmo tempo no nosso cérebro. O que antes era perceptível na prática do músico e na educação musical, agora é confirmado pela ciência de forma concreta, através da tecnologia que permite ver em tempo real, toda a movimentação neural que ocorre quando estamos envolvidos em atividades musicais, o que os cientistas tem comparado com um verdadeiro "show de fogos de artifício" acontecendo dentro da nossa cabeça.

No vídeo linkado abaixo (by TED-Ed), podemos entender um pouco dessa importante contribuição da ciência para o Mundo da Música e consequentemente para a Educação Musical.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

UM POUCO DE VINÍCIUS DE MORAES PELO OLHAR DE SUA FILHA SUZANA MORAES

Buscando retomar a escrita neste Blog, hoje vou me limitar a trazer um documentário sobre Vinícius de Moraes, ao mesmo tempo que homenageio a filha mais velha do poeta, a cineastra e atriz Suzana Moraes, que morreu hoje pela manhã aos 74 anos.

Intitulado "Um Rapaz de Família", o filme tem a direção de Suzana, foi produzido em 1983 e se propões a exibir um pouco da vida pessoal do compositor e poeta.


É só clicar no link:


IMAGENS:
Disponíveis na internet, pesquisa de imagens (www.google.com)
AgNews, via noticias.r7.com 

domingo, 26 de maio de 2013

ENCONTRO DE EDUCAÇÃO MUSICAL DEFENDE LEI VIA PROFISSIONAIS DA MÚSICA

Aconteceu nos dias 22 e 23 de maio o "1º Encontro Internacional de Educação Musical", realizado pelo Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP), o Fórum de Ciências e Cultura e a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o objetivo de construir uma proposta viável de implementação efetiva da Lei 11.769/2008, que instituiu a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica e pressionar os governos para o cumprimento da mesma.

Destaques do evento, a fala do diretor da Escola de Música da Rocinha, Gilberto Figueiredo que ressaltou a formação cidadã através da música; e o alerta de Juana Nunes, diretora de Educação e Cultura da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, demonstrando por dados do Censo Escolar que hoje temos 70% das escolas com algum tipo de disciplina de arte e educação musical sendo ministrado por professores de outras áreas - o que compromete consideravelmente a qualidade do ensino e até mesmo o próprio objetivo dessas disciplinas no currículo.

Como exemplo de sucesso no evento, o Município de Barra Mansa, que desenvolve um projeto de "desenvolvimento musical', que teve início com 600 alunos e hoje já atende a todas as escolas municipais, chegando a 22.000 crianças e adolescentes atendidos.

Felipe Radicetti, músico, integrante do GAP  e coordenador executivo do evento falou do relançamento da campanha "Quero Educação Musical na Escola", expandindo a "mobilização para a rede, a fim de sensibilizar o interesse público pelo efetivo funcionamento da lei", afirmou o músico.

Há muito o que mobilizar sim, de forma coordenada, sem esgotar o debate público e governamental, os desafios ainda são muito, assim como também muitos são os entendimentos em relação ao trabalho com música nas escolas, sendo que em educação, ainda estamos a discutir prioridades...

Fonte: Jornal do Brasil/Cultura 26 de maio de 2013 (www.jb.com.br)

sábado, 25 de maio de 2013

ENCONTRO DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL


Aconteceu em Leopoldina, de 22 a 24 de maio, o "1º ENTRE ASPAS - Encontro Nacional da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial". Além das palestras e oficinas, o evento contou com exibição de filmes e lançamento de livro, com destaque para o livro "O Planeta Diário: rodas de conversa sobre quadrinhos super-heróis e teologia" de Iuri Andréas Reblin.

Por iniciativa e empenho da Professora de História  Natânia Nogueira, que não mede esforços junto aos demais pesquisadores para a realização dos eventos alusivos ao tema, podemos dizer que Leopoldina tem sido referência para o público e pesquisadores que apreciam a Arte Sequencial e em especial as Histórias em Quadrinhos, sendo que em 2012 foi realizado na cidade o "I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial", com o objetivo de reunir a cada dois anos pesquisadores de várias partes do Brasil, cuja temática em debate será, por excelência a Arte Sequencial como objeto da pesquisa acadêmica. Natânia é também criadora da GIBITECA da EM Judith Lintz Guedes Machado de Leopoldina, primeira gibiteca do município e região. Inaugurada em 2007 o espaço possui hoje um acervo de mais de 6.000 HQs e é referência para as demais escolas  com uma fama que rompeu os muros escolares e as divisas municipais.

Fruto desse trabalho foi a criação da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), com sede em Leopoldina e que, sendo um entidade científica de natureza interdisciplinar sem fins lucrativos que visa à produção, ao intercâmbio e à divulgação de conhecimento científico acerca de Arte Sequencial, seu impacto e seus usos possíveis, tem como principal compromisso o desenvolvimento de novos saberes que integrem, promovam e qualifiquem o conhecimento sobre Arte Sequencial no Brasil.

Segundo referência dos pesquisadores, na segunda metade do século XX, Will Eisner criou o conceito Arte Sequencial para "definir a narrativa tradicionalmente conhecida através das histórias em quadrinhos, animação e cinema, sendo um conceito O conceito vai além da forma de escrever os roteiros das histórias, passa também pela forma como a narrativa é apresentada graficamente".

Tendo como objetivo central reunir profissionais, professores, estudantes e pesquisadores das mais diferentes áreas do conhecimento e das mais diferentes instituições de ensino do país para o intercâmbio de pesquisas, estudos e experiências sobre a Arte Sequencial, o 1º Entre ASPAS buscou ainda socializar a experiência pedagógica no uso da Arte Sequencial em diferentes contextos, além de discutir o poder de representação simbólica e valorativa da da Arte Sequencial.

Que mais eventos como este possam acontecer, reunindo pessoas que acreditam na arte como possibilidade de construção de um mundo melhor.

domingo, 19 de maio de 2013

VOLTAMOS!!! "REINAUGURANDO O BLOG"


Minha última postagem neste Blog foi em 2010 e de lá pra cá muitas coisas aconteceram na minha vida... E o que me traz de volta é principalmente, o meu retorno a escola, ou seja, voltei a exercer minha função de professora, após nove anos na gestão educacional. Uma grande experiência, sem dúvida, que me abriu um leque de possibilidades a partir das inúmeras experiências na administração pública educacional. Mas tudo tem seu tempo e uma vez professor, eternamente professor, pelo menos é o que sinto. Precisava muito desse retorno as bases.

E para completar ainda mais essa positiva retroalimentação, estou este ano desenvolvendo um trabalho como Professora na Biblioteca Escolar, onde tenho enfatizado a “Contação de Histórias” e é claro, com muita MÚSICA. Isso tem me levado a retomar minhas pesquisas e estudos na área, pois trabalho com mais de 300 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e o que mais me aproximou deles são as músicas que canto e toco em meio as histórias. Como é bom ouvir eles cantarolando pelos corredores, pátios e na sala de aula as músicas que fluem em meio aos textos literários, aos “causos”, casos, contos e recontos...

Outra inquietação é o que também tenho vivenciado como Supervisora Pedagógica, que de certa forma, está relacionado com minha última postagem em 2010 – a necessidade cada vez mais pertinente de qualificação dos profissionais da educação, para que as diretrizes e bases da educação possam realmente ser cumpridas naquilo que preconizamos no currículo escolar e que priorizamos como imprescindível na formação dos nossos alunos. O ensino da música tão falado na Educação Infantil e garantido legalmente na educação básica, como realmente está? Este ensino generalista ou especializado?

Assim, reinauguro este diálogo, este espaço de reflexão, pesquisa, estudo, debate e discussão sobre Educação Musical

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DESTACANDO ALGUNS PRINCÍPIOS LEGAIS

Analisando algumas das últimas publicações (Pareceres e Resoluções), do Conselho Nacional de Educação, fiquei a pensar na nossa dificuldade de colocar em prática os norteadores legais. Compreendo que uma base legal uma vez oficializada, passa a ser um importante instrumento para nossa ação, principalmente no sentido de termos como organizar nosso fazer, mesmo que este fazer, a princípio, seja a articulação junto as organizações, as instituições, aos órgãos competentes e  sociedade em geral, para estruturarmos os serviços, fazeres, procedimentos e demais legislações decorrentes, para se cumprir o que a base legal nos apontou. É mais ou menos como um farol, uma luz nos apontando o caminho a seguir, mas nesse caminho temos alguns percalços. Nossa maior dificuldade é vencer esses percalços em tempo de alcançarmos o fazer necessário para o desenvolvimento das pessoas, algumas das bases sinalisadas são urgentes.

O exemplo que escolhi citar é a Resolução CNE/CEB 5/2009, publicada no DOU em 18/12/2009, fixando as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil. Já nos Arts. 3o. e 4o. o texto nos diz respectivamente: "O currículo da Educação Infantil é concebido como conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral da criança de 0 a 5 anos de idade." (grifo nosso), "As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, contrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura." (grifo nosso).

Como a arte educação é intrínseca nesse processo! Quando podemos fazer, para atingir todos esses pbjetivos e proposta pedagógica se trabalharmos sob essa perpectiva! Como a música pode contribuir na contrução desses saberes agragando as demais áreas de conhecimento e desenvolvimento! E é por essa constatação efuziante que pergunto: Os educadores tem conciência disso? Os profissionais que atuam na Educação Infantil, pensam e iscutem essa dimenção transportando para o sua prática? Os cursos de formação de educadores para trabalhar com esse nível de ensino valorizam a arte educação como fazer preponderante para o trabalho com essa faixa-etária de alunos? Como é trabalhado a Música nos cursos de formação? Como é trabalhado a Música nas escolas de Educação Infantil?

No Art. 9o. podemos destacar: "As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que: 
I- promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança; (grifo nosso)
II- favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical; (grifo nosso)
(...)
VII- possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidade no diálogo e reconhecimento da diversidade; (grifo nosso)
(...)
IX- promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações da música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura; (grifo nosso)
(..)"

Poderia citar outros textos legais, e até mesmo dizer que muito do que já temos até o momento como referencial para o trabalho pedagógico nesse nível de atuação da Educação Básica, de certa forma, sinalizam para esses eixos norteadores, mas optei pelo que temos mais recente como referência e base, para compreendermos que conceitualmente, em termos de legislação, temos avançado progressivamente, correspondentemente aos anseios e necessidades para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade, mas na prática e no cumprimento desses princípios muito temos que caminhar e enfrentar como percalço do caminho.

E para tudo isso conhecimento é fundamental, então, fica aqui a dica da leitura da Resolução CNE/CEB No. 5/2009 na íntegra e do Parecer CNE/CEB No. 7/2010 e Resolução CNE/CEB No. 4/2010, que definem as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

LUTO

"Hoje sou solidária a família de um antigo professor e colega de trabalho que faleceu. O Prof. Norival Jesus Monteiro, foi ele um grande concertista no seu amado instrumento, o violão e lecionou muito tempo no Conservatório Estadual de Música Lia Salgado de Leopoldina. Rogo pela paz e luz da sua alma. Que os sons dos Prelúdios de Villa Lobos ecoem entre os planos e tempos!"

domingo, 11 de julho de 2010

FESTIVAL DE VIOLA E GASTRONOMIA DE PIACATUBA

Retomando o diálogo, hoje falo de um importante evento que acontecerá nos próximos dias no Distrito de Piacatuba, Município de Leopoldina - o "Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba", do dia 28/07 a 01/08 (ver no site: http://www.festivalpiacatuba.com/).

Há de se considerar como gratificante, todo o conjunto de programação do evento, mas vou neste momento destacar a programação musical. Enfatizo principalmente com minhas observações, a relevância do resgate e valorização da cultura regional, através da música de viola. É de fundamental consideração essa viagem auditiva as nossas raízes, na grandeza e qualidade dessa música, apresentada sensivelmente, muitas vezes numa simplicidade emocionante.

Destaco na programação as apresentações de Almir Sater, Orquestra Feminina de Viola (Que boa idéia!), Chico Lobo, Elomar e todos os músicos que se apresentam concorrendo no Festival, com suas composições e interpretações, sejam da região e do resto do país. Também teremos uma homenagem ao saudoso Pena Branca. Em meio a tantas informações, a tantas músicas da cultura de massa "gritando" em nossos ouvidos diariamente, como não valorizarmos um momento tão purista como este e numa localidade de pitoresca arquitetura, com suas antigas casas, nas ruelas de pedra, com o sentimento de uma comunidade que hoje se orgulha de si, de seus valores culturais. Assim, o Festival, já na sua oitava edição, vem correspondendo ao objetivo proposto, no que foi idealizado por sua produtora Maria Lúcia Braga e cada vez mais concretizado naquela Comunidade e para todos que vem compartilhar do agradável evento.

Outro destaque da programação na área musical, é a Oficina de Percussão, que acontecerá nos dias do Festival entre as demais Oficinas, de culinária, contação de histórias, entre outros. Dessa forma, tem atividades para diferentes idades.

É cultura, é arte educação, sócio-interação, formação humana, desenvolvimento sustentável, é boa música...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CHEGADA - CONCLUSÃO DO CURSO - OUTROS TEMPOS

E assim, a turma do Curso de "Licenciatura em Música" da UninCor em Leopoldina, chega ao final do curso no segundo semestre de 2009, vencendo todas as adversidades, os alunos colaram grau (os que ficaram até o final), e hoje seguem o caminho, buscando usufruir da árdua conquista.

Assim também encerra a extensão dessa instituição em Leopoldina. Os professores foram dispensados e essa história acabou por ter começo, meio e fim com dia para começar e terminar, ou seja, a expectativa de que a instituição se firmasse na cidade, inclusive com outros cursos, não se consolidou. E até que mais essa turma de profissionais da Educação Musical venha abrir novas fronteiras, fazendo valer novos espaços na área, a maioria dos que se habilitaram contam com o espaço do Conservatório Estadual de Música “Lia Salgado” para atuarem profissionalmente, mesmo em meio a tantos desencontros administrativos/legislativos do sistema educacional, que carece equilibrar na medida certa a compreensão do que verdadeiramente é e significa a Educação Musical no desenvolvimento das pessoas, ou ainda, o equilíbrio entre as interfaces da música enquanto arte, enquanto cultura e enquanto educação.

Eu tive a oportunidade de participar um pouco dessa história, de quando em Leopoldina, por três anos tivemos um curso de graduação em Educação Musical. Prestei meus serviços como Professora de Prática de Ensino até o início do último período do curso. Apesar dos atropelos, não posso dizer que não foi válida a experiência, mas foi principalmente importante pra mim a convivência com as pessoas e com o saber musical, com a possibilidade de mesmo sem muitos recursos e em meio a desmotivação dos alunos, falar de educação musical, construir algum aprendizado nessa área, falar de educação com essas pessoas.

Hoje, depois da decantação dos sentimentos, emoções, pensamentos, eu retomo o diálogo neste espaço interativo, encerrando o que é específico da turma, das aulas, do curso (aos que não sabem, o BLOG funcionou até o ano passado durante minha atuação como professora no referido curso, como recurso pedagógico e divulgação das aulas de Prática de Ensino e da turma) e agora reinaugurando esse espaço como ambiente aberto a todos aqueles que querem dialogar sobre Música, Educação Musical, sobre Arte-Educação. Para que possamos cada vez mais disseminar idéias, contribuir para que a Educação Musical seja cada vez mais presente na formação e desenvolvimento das pessoas. Que a vida humana seja plena em todos os seus sentidos, porque a música faz parte dessa plenitude.

A proposta então é continuar falando de Educação Musical, sem limites de escolas, instituições e sistemas, mas contribuir com o desenvolvimento dessa área, desse conhecimento, dessa ação, desse movimento em nossas vidas.

Sobre as possibilidades para Leopoldina, em relação a outros cursos nessa área, ficaremos na expectativa das boas notícias sobre a vinda de um campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), que a princípio traz a proposta da instalação do curso de Pedagogia como chave para abrir as portas para demais outros, inclusive a Licenciatura em Música (curso este que a UEMG já oferece em Belo Horizonte). Também sobre esse projeto, o mesmo está sendo direcionado para que a Universidade se instale junto a Escola Estadual “Sebastião Silva Coutinho”, o Polivalente, que com um prédio amplo, com grandes salas e grande extensão de terra, está atualmente subutilizado, pois a Escola Estadual não utiliza todo seu espaço. A proposta é mais interessante ainda porque há também o projeto de construção da sede do Conservatório de Música, ao lado da Escola “Polivalente”, no que seria o campo de futebol da escola, também em desuso. Conjugar atendimentos escolares em diferentes níveis e modalidades configura como um grande ganho para a comunidade e amplia a possibilidade de projetos outros no futuro, como também, produtivas parcerias.

Mas além dessa expectativa futura, é bom que a população leopoldinense não se esqueça que na cidade temos um dos doze Conservatórios Estaduais de Minas Gerais, oferecendo cursos em formação de nível técnico, com ênfase em canto e demais instrumentos musicais, que atende sem limites de idade, das crianças de seis anos até a terceira idade, uma escola inclusiva, que se mantém há mais de cinqüenta anos com as portas abertas à Comunidade, fazendo história e fazendo parte da história da vida de muitos, com muito som, emoção e calor humano. Além dos cursos do currículo formal, o Conservatório promove durante o ano, cursos livres, oficinas, palestras com músicos de renome, concertos e apresentações diversas.

Procuremos nós, valorizarmos o que temos de bom no município! E é participando, se fazendo presente, que contribuímos para que esses serviços e espaços fiquem cada vez melhores e mais abrangentes, abrindo para novas possibilidades...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

NA LINHA DE CHEGADA

Iniciando o segundo semestre de 2009, estamos na último período da Licenciatura em Música na UninCor/Leopoldina. Podemos dizer que é a "Linha de Chegada", mas essa expressão nos leva a perguntar: Estamos chegando aonde?

É importante que ao final do curso, os alunos façam essa reflexão. O que estão concluindo, como estão concluindo e o que essa conquista os proporcionará? É tempo de acertar os últimos ponteiros, afinar melhor essa ou aquela corda, aprofundar um pouco mais, melhorar a performance e consolidar a aprendizagem, os conhecimentos que acumulartam no decorrer da caminhada.

Mas também é importante considerar que, todo final de etapa, de ciclo, é início de nova jornada, é uma nova porta que se abre e novos compromissos a ssumir, pois todo conhecimento adquirido, sistematizado, consolidado, faz de nós responsáveis por essa conquista, como mais um novo Guardião desse conhecimento, e conhecimento é para ser aplicado e partilhado e compartilhado.

Em especial, na Prática de Ensino, estamos no 6º módulo, que culmina com a execução dos Projetos de Pesquisa propostos pelos alunos e a exposição desse aprofundamento pedagógico através dos Trabalhos de Conclusão. Melhor ainda se conseguirmos consolidar toda essa busca investigativa, através das práticas educaionais na música.

Como elemento agregador, o conteúdo de Metodologia da Educação Musical, já objeto de estudo da turma no decorrer dos períodos anteriores e que depois de todo esse alinhavo, pode ser arrematado com mais clareza na costura final do manto sonoro que viemos tecendo nesses anos.

Que venham todos munidos de disposição, boa vontade, curiosidade e amor!!!


sexta-feira, 3 de julho de 2009

LEOPOLDINA FOI SEDE DO VI FESTIVAL REGIONAL NOSSA ARTE

No dia 25 de junho aconteceu no Clube do Moinho, em Leopoldina, o "VI Festival Regional Nossa Arte", promoção do Conselho Regional Zona da Mata III - Federação das APAEs de Minas Gerais e da APAE de Leopoldina, o evento contou com a participação de sete das quinze APAEs que integram o Conselho. Foram 12 apresentaçõesde palco, entre Dança, Dança Folclórica, Teatro e Música. Foram expostos 21 trabalhos de arte visual, 21 de artesanato e 8 de arte literária.

Presentes as APAEs de Além Paraíba, Carangola, Cataguases, Espera Feliz, Miraí, Muriaé e Leopoldina, a anfitriã do evento. O Festival é uma seletiva dos trabalhos de Arte nessas instituições e vem a cada edição revelando mais talentos, elevando qualitativamente a produção artística dos alunos nas variadas modalidades apresentadas. Com o incentivo a essas produções através de eventos como este, as APAEs tem a possibilidade de expandir o fazer artístico, seja para a produção cultural, como para a arte educação.

Importante também destacar a participação da comunidade, de todas as pessoas que prestigiaram o Festival, presentes no evento, ou apoiando com patrocínio e incentivos outros, entre estes, representantes da Adminstração Municipal, através da Secretária Municipal de Educação e Cultura, Lúcia Lopes Horta e do Legislativo, através dos Vereadores presentes, como também representantes da imprensa. O Conservatório Estadual de Música Lia Salgado foi um grande colaborador. Foi fundamental a disponibilidade das pessoas que integraram o corpo de jurados, pessoas de reconhecido currículo nas artes: Maria Lúcia Braga, Sandive Santana, Sérgio de Sousa, Aparecida do Carmo Gonçalves Silva, Lúcia Helena Lima de Oliveira Nogueira, Filomena Toledo Gonrado França e Ereny Ferreira Sales (Berê). Esas pessoas somaram credibilidade ao evento.

Vale ainda destacar, o enorme empenho da equipe de profissionais da APAE de Leopoldina e de forma especial, o esforço de sua Diretora Maria Célia Morais, na organização e produção do Festival, que não mediram esforços para promover o evento e bem recepcionar as delegações das demais APAEs. A Coordenação de Arte da APAE de Leopoldina está a cargo da Profª Angela Anjos e o atual Presidente da instituição é o Dr. Marco Antônio de Oliveira Lacerda.

Mas o mérito maior de todos, é dos alunos, dos artistas que fazem o Festival de Arte acontecer, pelo esforço, dedicação, amor e responsabilidade de cada um deles, em se colocar diante de todos nós, sem medo, de coração aberto, produzindo arte, cultura, educação. Entre os destaques das apresentações, a apresentação de folclore da APAE de Leopoldina, com "A Bailarina e o Boi Bumbá" e o número de Dança da APAE de Espera Feliz, através da aluna Adriana, ambas disponíveis em vídeo nos links:

O Conselho Regional Zona da Mata III, tem como sua Presidente a Profª Maria José Marques Ferreira e na Articulação Regional de Arte a Profª Claudia Conte dos Anjos Lacerda.

terça-feira, 23 de junho de 2009

VI ENCONTRO REGIONAL DA ABEM - SUDESTE

Será na Universidade Vale do Rio Verde – Unincor: Campus Central em Três Corações, Minas Gerais, o VI Encontro Regional da ABEM-Sudeste, nos dias 01 a 04 de julho de 2009.
O tema proposto para o encontro será: Ensino de música na educação básica: perspectivas institucionais, pedagógicas e legais, e foi escolhido pela Associação Brasileira de Educação Musical, para ser discutido em todos os encontros regionais de 2009. Com esse tema a Associação pretende refletir sobre a diversidade metodológica e as práticas musicais da cultura brasileira, com foco nas possibilidades de coerência e eficácia para a musicalização no âmbito social; refletir sobre variedade de gêneros e estilos vivenciados nos contextos que caracterizam a aprendizagem musical, analisar o compromisso social que advém de tais práticas e o papel do educador musical nesse panorama cultural.
Maiores informações:

domingo, 21 de junho de 2009

Divulgação: VI FESTIVAL REGIONAL NOSSA ARTE

Hoje aproveito o espaço para divulgar o "VI Festival Regional Nossa Arte", evento este, que reúne as quinze APAEs da nossa região para apresentações de Dança, Dança Folclórica, Música e Teatro, além de exposição de trabalhos de Arte Visual, Arte Literária e Artesanato, de seus alunos.

É uma seletiva promovida pelo Conselho Regional Zona da Mata III - Federação das APAEs de Minas Gerais - APAE-Leopoldina, com o objetivo de promover a Arte, como possibilidade de fazer artístico, de desenvolvimento das pessoas, de aprendizagem, de lazer, de terapia, de inclusão social, além de conscientizar a sociedade de que a pessoa com deficiência nas suas habilidades é capaz de se expressar através da arte, atingindo a sua auto-realização.

O Festival acontecerá no dia 25 de junho, quinta-feira, as 17 horas, no Clube do Moinho, em Leopoldina.

Venham prestigiar! Participem conosco! É uma experiência especial!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

RETOMANDO O TRABALHO

Depois de um tempo sem postar, estou ativando nosso Blog. Estamos no 5º período do Curso de Licenciatura em Música na UninCor-Leopoldina e este, especialmente, é um ano de muitas funções para os alunos que precisam concluir o Estágio, as horas das Atividades Complementares e o Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia). No caso da Monografia, na Prática de Ensino, estamos orientando o Projeto de Pesquisa. Desde o semestre passado, temos buscado sugestões de temas para o TCC, principalmente integrando aos conteúdos estudados na Práttica de Ensino.
Questões como o Ensino da Música para pessoas com deficiência no princípio da Educação Inclusiva, a Música na Educação Infantil, a Música na Escola Comum, entre outros assuntos, convidaram os alunos ao debate para a definição dos temas de suas Monografias.
Na definição do tema, é preciso pensar principalmente na sua relevância, buscando através de pesquisa de campo, ou somente bibliográfica, o aprofundamento do estudo visando o aprimoramento da prática na pedagogia musical.
A partir dos Projetos de Pesquisa dos alunos, vamos alimentar o Blog com algumas das idéias desses alunos, onde esperamos poder contribuindo de forma criativa e crítica na construção do aprendizado na Educação Musical.